Comparativo técnico entre polias de alumínio e alumínio

 

Esse artigo visa contribuir com informações técnicas para auxiliar os projetistas na especificação do material mais adequado para cada tipo de aplicação.

 

Será apresentado um resumo das principais características entre o alumínio 6351 e o Nylon 6/10, ambos amplamente utilizados como matéria prima para fabricação de polias.

 

O nylon é mais leve em relação ao alumínio, sendo assim as polias fabricadas nesse material possuem um excelente controle de inércia, e por isso consomem menos energia. São indicadas para aplicações de baixa potência.

Além disso, essas polias apresentam boa resistência ao desgaste e resistência química, não sendo impactadas por problemas de oxidação.

 

As polias de alumínio, apesar de leves, são mais pesadas que o nylon, por isso possuem um controle de inércia moderado.

Apresentam melhor resistência ao desgaste, por isso são mais duráveis. Podem apresentar problemas de oxidação a depender das condições de utilização que forem submetidas.

Para eliminar os efeitos da oxidação em condições severas pode ser feito um acabamento superficial em anodização dura, ou substituir a liga 6351 pela 7075 – muito utilizada em aplicações marítimas e navais em virtude das propriedades de resistência química.

 

Para aplicações onde houver temperaturas elevadas (maiores que 120 graus Celsius) é recomendável utilizar as polias em alumínio, já que o nylon pode iniciar um processo de degradação química e sofrer com os processos de variação dimensional.

 

Para fabricação de peças com furo de alta precisão e tolerâncias geométricas estreitas não é recomendável utilizar o nylon.

Tanto o nylon quanto outros materiais poliméricos sofrem variações dimensionais significativas. Para minimizar os efeitos da variação dimensional dos polímeros elaboramos um artigo para tratar essencialmente desse tema.

Uma alternativa para peças de nylon com furos de alta precisão e tolerâncias dimensionais estreitas, é fabricar uma bucha de alumínio e fixar na polia com cola industrial.

 

 

Artigo de autoria de Fábio Merati

12/11/2019